Aprenda a identificar os pensamentos sabotadores de dieta

Ter resultados positivos fazendo dieta nem sempre é tão simples. É um equilíbrio de força de vontade e disciplina somado à alimentação saudável e à prática regular de exercícios. Parece óbvio quando colocamos assim, mas, no meio dessa equação, alguns fatores externos e comportamentos podem comprometer o objetivo final.

A psicóloga especializada em emagrecimento Tarsila Dantas explica que é possível identificar ideias sabotadoras ou distorções cognitivas frequentes em pessoas que estão tentando perder peso. Ela, inclusive, trabalha essas atitudes com seus pacientes no consultório. “Na cabeça da pessoa às vezes faz total sentido, mas, na verdade, a ideia não corresponde em nada à realidade. Por isso, muitas vezes, é necessário acompanhamento profissional para que a pessoa reprograme seus pensamentos”, afirma.

Uma atitude conhecida é a chamada ‘justificação’, quando a pessoa usa dois conceitos que não têm a ver para fundamentar uma escolha de alimentação. Por exemplo, ela acredita que merece comer algo fora do plano alimentar porque está estressada, cansada, feliz, ansiosa. É a chamada conexão de recompensa.

Outra prática comum é o comportamento de 8 ou 80, ou tudo ou nada. A pessoa decide que só vale a pena seguir uma dieta caso consiga cumpri-la 100%. Caso ela não siga o plano rigorosamente em um dia, ela desiste e chuta o balde. “Quando a pessoa pensa assim, ela só enxerga duas categorias, quando na verdade existe um meio termo entre os extremos”, esclarece a psicóloga.

Também pode acontecer de a pessoa tomar uma atitude com medo do que os outros vão pensar. Por exemplo, tomar bebida alcoólica em uma festa com a justificativa de que todos a acharão esquisita. Ou provar uma comida, mesmo sem querer, para não desagradar quem a fez.

Esses pensamentos ou até comportamentos, na maioria das vezes, ocorrem de forma inconsciente. “Ideias assim são trabalhadas em psicoterapia. Há técnicas para que o paciente aprenda a identificar e responder de forma adequada”, esclarece a psicóloga.

Fonte: Politicadistrital / AgenciaBrasilia / metropoles
Author: Paula Filizola

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