Beijo na boca, quando e como surgiu? Conheça a história do beijo

Já parou para pensar o quanto o beijo na boca é estranho e até um pouco anti higiênico? Pois é esse ato de expressão sexual é exclusivamente humano e pode causar um enorme prazer. E sim, ele é estímulo para as relações sexuais.

Mas você imagina de onde vem esse hábito? Como surgiu o primeiro beijo na boca?

O primeiro registro do ato veio do Oriente, do hindus. Em 1200 a.C no livro védico Satapatha (textos sagrados em que se baseia o bramanismo), recheado de sensualidade: “Amo beber o vapor de seus lábios”.

Outro registro foi o Mahabarata (poema épico com mais de 200 mil versos, compilados em aproximadamente 1000 a.C.) descreve: “Pôs a sua boca em minha boca, fez um barulho e isso produziu em mim um prazer”.

O detalhe é que nessa época nem se escovava os dentes ainda, hein?

Kama Sutra do beijo na boca

Em 400 e 200 d.C, teve outra versão, com preceitos do prazer detalhados. Cerca de 200 passagens detalhando a prática, moral e ética do beijo.

O “manual” chamado Kama Sutra, descreve os três tipos de beijo: o beijo “nominal”, no qual só poderia tocar a boca do amante com os lábios; o “palpitante”, que permite movimentar apenas o lábio inferior, e havia o de “toque”, no qual a moça está autorizada a passar a ponta da língua nos lábios do namorado.

O Kama Sutra foi o principal veículo para os historiadores descobrirem a idade do beijo. Ele trás referências históricas e geográficas de tradições antigas.

Para quem ficou curioso: 16 tipos de beijos do Kama Sutra que você não conhecia

Se romantizou em Roma

Quando estreou em Roma, os registros dos românticos foram essenciais.

Haviam três versões segundo as escrituras encontradas: o osculum, o beijo de amizade; o basium, mais sensual, entre homem e mulher; e o savium, que o poeta Ovídio definiu como “de língua, voluptuoso e vergonhoso”. Outro poeta romano, Catulo, descreveu-o como “mais doce do que o doce da ambrosia”.

Já para os gregos, o beijo selava acordos e demonstrava respeito. Se os cidadãos tinham a mesma casta se beijavam na boca, se tinham castas diferentes o beijo era no rosto e até nos pés.

Perseguido pela igreja

A partir do século IV o beijo começou a incomodar a Igreja Cristã, por seu excesso de sensualidade. E o gesto de beijar era apenas direcionado a adoração à imagens de santos.

O beijo era visto como ilícito e responsável por propagar doenças do corpo e da alma. A luta foi tanta que o Papa Inocêncio III, no século XII proibiu o beijo para atos religiosos e humanos. “Beijo com objetivo de fornicação é pecado mortal, mesmo que a fornicação não se consume”.

No século XVII o beijo já havia ganhado glamour e declaração de paixão, e ganhou o nome de beijo francês. Porém na frança o beijo ganhou fama de beijo inglês. Vai entender!

Lugares onde o beijo não pegou

A população indígena, apesar da liberdade que expressam o ato sexual e nudez, só vieram aderir o beijo após a chegado dos europeus.

Já no Japão o beijo era reprovado até metade do século passado. Quando foi exposta em Tóquio, em 1924, a escultura O Beijo, de Auguste Rodin, célebre artista francês, gerou protestos. Ainda hoje raramente se vê um japonês beijar em público.

Veja mais: 11 segredos sobre o beijo que você deveria conhecer.

Fonte: Super Abril

Imagens: Fatos desconhecidosSuper Abril, tenor

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Author: Marcela Fernandes

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