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Deltan Dallagnol afirmou que Gebran Neto se disse preocupado com falta de provas


“Vaza jato”

Deltan Dallagnol afirmou que Gebran Neto se disse preocupado com falta de provas

Novas conversas vazadas entre procuradores da operação “lava jato” dão indícios de que o desembargador João Pedro Gebran Neto conversou com membros da acusação e fez comentários sobre uma denúncia que julgou, que tinha como alvo Adir Assad, operador de propinas da Petrobras. 

Reprodução Desembargador Gebran Neto é o relator dos casos da “lava jato” no TRF-4. 

Os diálogos mantidos pelo aplicativo Telegram foram divulgadas nesta sexta-feira (12/7) pelo site deVeja. Cinco meses antes do julgamento do caso em segunda instância no TRF-4, o procurador Deltan Dalla­gnol comenta em um chat com outros colegas do MPF: “O Gebran tá fazendo o voto e acha provas de autoria fracas em relação ao Assad”.

No dia 5 de junho de 2017 Deltan volta ao tema. Dessa vez conversa com o procurador Carlos Augusto da Silva Cazarré e mostra-se preocupado com a possibilidade de Gebran absolver Assad. 

Dallagnol pede a Cazarré, que fica em Porto Alegre, sede do TRF-4: “Cazarré, tem como sondar se absolverão assad? (…) se for esse o caso, talvez fosse melhor pedir pra adiar agilizar o acordo ao máximo para garantir a manutenção da condenação…”.

“Olha Quando falei com ele, há uns 2 meses, não achei q fisse (sic) absolver… Acho difícil adiar”, responde Cazarré. Na sequência, Dallagnol volta a citar Gebran: “Falei com ele umas duas vezes, em encontros fortuitos, e ele mostrou preocupação em relação à prova de autoria sobre Assad…”. Dalla­gnol termina pedindo ao colega que não comente com Gebran o episódio do encontro fortuito “para evitar ruído”.

O procurador Deltan Dallagnol não quis falar com a revista. O desembargador João Pedro Gebran Neto disse: “Em relação ao réu Adir Assad (ou qualquer outro réu), trata-­se de questão processual e que somente autoriza manifestação nos autos, pelo que nunca externei opinião ou antecipei minha convicção sobre qualquer processo em julgamento”.

Além disso, Gebran e Dalla­gnol não atestam a autenticidade dos diálogos.

RevistaConsultor Jurídico, 12 de julho de 2019, 14h31

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