EducaDF: Buriti lança plano estratégico para área de educação

Em meio à onda de ameaças de ataques a colégios e à polêmica da militarização das escolas, o Governo do DF lança nesta segunda-feira (25/3) o EducaDF, plano estratégico da rede distrital de educação.

O programa é constituído de cinco prioridades: valorização dos profissionais da educação; atenção especial para as escolas que mais precisam; promoção da cultura de paz e responsabilização de autores de atos que desrespeitem o ambiente escolar; construção de mais creches e escolas para a rede; e uso de novas tecnologias no processo de ensino e aprendizagem.

Os detalhes do EducaDF serão anunciados durante o lançamento, que ocorre no Palácio do Buriti, a partir das 11h. A divulgação seria feita pelo governador Ibaneis Rocha (MDB), que mudou a agenda em cima da hora para se preparar para o Fórum dos Governadores, marcado para esta terça (26), em Brasília. O emedebista será o anfitrião do encontro.

Segundo o secretário de Educação, Rafael Parente, o Distrito Federal pretende ser o ente federado mais avançado em saúde, segurança, tecnologia, economia, cultura e ciência, entre outras, e, para isso, o investimento prioritário em educação é fundamental.

O governo vai colocar 40 mil câmeras nas áreas internas e externas das escolas. “Vamos criar o toque seguro. Será um botão de alerta interligado à PM”, contou o secretário. Ainda nesta semana, o GDF deverá apresentar o novo modelo de regimento interno, com punições para alunos “brigões”.

“As sociedades avançadas que conseguiram se desenvolver investiram necessariamente em educação. Por isso, para atingir nossa missão aqui no DF, criamos esse plano estratégico com macropolíticas que serão implementadas por etapas e todas com avaliações periódicas”, explicou Parente.

Em assembleia no último dia 14, os professores fecharam a pauta de negociações com o GDF. A categoria quer reajuste de 37%, mesmo percentual que deve ser oferecido aos policiais civis. Os docentes também se colocaram contrários à gestão compartilhada com militares nas escolas.

Os professores cobraram, ainda, o pagamento da terceira parcela do aumento do funcionalismo, que deveria ter saído em 2015; o cumprimento das 21 metas do Plano Distrital de Educação (PDE); a regularidade nos repasses do Programa de Descentralização Administrativa e Financeira (Pdaf); e a construção/reforma de escolas e creches públicas. Também estão entre os pedidos da categoria: reajuste do auxílio-alimentação, plano de saúde e pagamento da pecúnias.

Fontes: Politicadistrital / Capitaldoentorno / Metropóles
Author: Maria Eugênia

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