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Cidades

‘Lei do silêncio’ impera em Paraisópolis após PM de Doria assassinar jovens em baile funk

Numa das ruas onde ficava a concentração da festa, a Herbert Spencer, havia apenas duas palavras escritas no chão e que resumiam o sentimento da comunidade em relação aos últimos acontecimentos: “Paz e justiça”

247 –Nas vielas apertadas de Paraisópolis , eram poucos os moradores que neste domingo se arriscavam a falar sobre a tragédia que se abateu ali horas antes, quando nove pessoas morreram pisoteadas durante ação da polícia em um baile funk. Informalmente, imperava uma lei do silêncio. Quem a quebrava, exigia o anonimato. 

Numa das ruas onde ficava a concentração da festa, a Herbert Spencer, havia apenas duas palavras escritas no chão e que resumiam o sentimento da comunidade em relação aos últimos acontecimentos: “Paz e justiça”, relatou reportagem do jornal O Globo. 

Essa foi a principal reivindicação dos jovens que estavam na festa ouvidos pela reportagem, sob o compromisso de não terem seus nomes revelados. Em comum, todos temem uma eventual retaliação da polícia.

Entenda

A ação da Polícia Militar durante um baile funk em Paraisópolis, periferia da zona sul de São Paulo, provocando a morte de nove adolescentes pisoteados, foi criminosa e os agentes deveriam estar afastados e presos. A opinião é do advogado Ariel de Castro Alves, conselheiro do Condepe (Conselho Estadual de Direitos Humanos).

Vinculado à Secretaria da Justiça e Cidadania do governo, o órgão tem como função apurar, denunciar e acompanhar investigações que ferem os direitos humanos no Estado de São Paulo.

“Ontem antes de ver os vídeos, considerava a ação da polícia desastrosa, porque gerou tumultos e mortes em nome de uma suposta perseguição policial. Mas após ver esses vídeos, considero a ação dos PMs criminosa”, disse o advogado, em referência a vídeos feitos em celulares e divulgados pelos moradores da comunidade. Leia mais aqui. 

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