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Cidades

Lei Seca: chega ao DF aparelho que detecta embriaguez por sensor

Um novo equipamento ganhou a atenção das redes sociais pela agilidade em detectar se o motorista fez ingestão de bebidas alcoólicas antes de assumir a direção do veículo. A gravação (veja abaixo) mostra que, em questão de poucos segundos, os policiais conseguem identificar a alcoolemia pelo hálito exalado pelo condutor. Batizado de iBlow, o equipamento está nas ruas do Distrito Federal e, desde o último sábado (18/05/2019), tem auxiliado a Polícia Rodoviária Federal (PRF) a retirar das ruas quem insiste na mistura criminosa álcool e direção.

A corporação conta com seis equipamentos e pretende adquirir outros. De toda forma, a nova tecnologia não pretende retirar de cena o bafômetro tradicional. O aparelho com sensor eletroquímico identifica células etílicas e pretende, na verdade, agilizar o trabalho das autoridades de trânsito no combate à alcoolemia. Segundo a PRF, os resultados do teste são extremamente confiáveis​.

A novidade despertou o interesse do governador Ibaneis Rocha (MDB), que sinalizou vontade em conhecer melhor a engenharia. “Já convoquei uma reunião com Alírio [Neto, diretor do Detran-DF]  porque vamos traçar ações para a modernização das fiscalizações de trânsito. Nossa meta é trazer para cá o que há de mais tecnológico e ajudar na segurança da população do Distrito Federal”, disse o emedebista.

A ressalva do titular do Palácio do Buriti é a legalidade das operações, visto que nenhum indivíduo pode ser obrigado, por qualquer autoridade, a criar involuntariamente provas que o incrimine direta ou indiretamente. “Temos essa preocupação e teremos de observar com responsabilidade as questões legais”, ponderou. No entanto, a PRF garante que o equipamento só é usado quando autorizado previamente pelo condutor.

Cada iBlow custa em média R$ 2,7 mil – pouco menos do valor da multa de quem é flagrado ao dirigir alcoolizado: R$ 2.934,70. À reportagem, o Detran-DF afirmou ter conhecido e testado o aparelho há quase 4 anos. “O órgão não descarta a possibilidade de avaliar a aquisição desse tipo de aparelho”, disse, por meio de nota. No entanto, não há previsão para a compra pelo GDF.

“Economia e agilidade”
De acordo com o inspetor Genaro Mendes, do Núcleo de Operações da PRF-DF, uma das principais razões para a compra do novo bafômetro é a economia de tempo para os motoristas. “O etilômetro tradicional demora 53 segundos para dar o resultado, mesmo que seja negativo. O novo modelo mostra em 6 segundos se há ou não álcool. Isso reduz o transtorno para aqueles condutores responsáveis que não bebem antes de dirigir”, disse.

Outro ponto positivo apontado pelo inspetor é o custo. Enquanto o bafômetro utilizado tradicionalmente no Brasil desde 2003 custa entre R$ 11 e 15 mil, o novo modelo é vendido por cerca de R$ 3 mil. “Além da disparidade de preço, cada bocal utilizado no exemplar convencional custa R$ 1. Será uma grande redução de custos”, calcula.

Segundo Genaro Mendes, outras sete corporações, como Santa Catarina e Goiás, também estão usando o novo bafômetro em pequena escala. A tendência, diz, é equipar todas as viaturas do Distrito Federal. “Vamos comprar mais. No último sábado (18/05), eles foram utilizados na BR-040 e o retorno dos agentes foi extremamente positivo”, relata.

O inspetor lembra, no entanto, que um equipamento não substitui o outro. A utilização do iBlow é apenas para que seja feita uma triagem. Quem não bebeu é liberado rapidamente, enquanto os outros são conduzidos para uma fiscalização mais detalhada.

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