Nutricionista do Centro Ravenna dá 6 dicas para uma dieta de sucesso

Um grande medo da maioria das pessoas que fazem dieta para emagrecer é o efeito sanfona. Afinal, é muito chato quando os quilinhos perdidos voltam em um piscar de olhos. Isso acontece porque geralmente esquecemos do básico: o processo precisa ocorrer de forma saudável e confortável para o nosso organismo. Caso contrário, ele não funciona mesmo.

Mas então como emagrecer do jeito correto? Para a nutricionista Camila Avileis, coordenadora do Núcleo de Nutrição do Centro Terapêutico Máximo Ravenna, em São Paulo, é preciso começar pelo conceito da coisa. “Perda de peso e emagrecimento são diferentes. O primeiro acontece quando os números na balança realmente baixam, mas pode ser por conta da perda de água ou até de massa magra. Já o emagrecimento se dá de forma menos prejudicial: você faz com que os quilos perdidos sejam de gordura”, explica.

E mais importante do que o tipo de dieta escolhido são as mudanças no estilo de vida e na relação com a comida que você irá promover. É o que defende o método de emagrecimento idealizado pelo médico psicoterapeuta Máximo Ravenna. De acordo com ele, alguns hábitos são muito importantes para uma dieta de sucesso e para o up na saúde:

1. Não tenha medo de ganhar músculos

Já pode abandonar a ideia de que fortalecer os músculos e aumentar o percentual de massa magra no seu corpo fará suas medidas ficarem maiores. Já foi comprovado cientificamente: quanto mais fibras musculares, mais calorias elas gastam (mesmo em repouso).

2. Aprenda a escolher os alimentos

Já que é para apostar nos músculos, devo comer somente proteínas? Pelo contrário! “O nosso organismo tem predileção por carboidratos porque eles são transformados em energia de forma mais fácil”, diz Camila. O ideal, então, é acrescentar uma porção razoável da categoria nas refeições principalmente antes do treino, para garantir o gás diário.

Contudo, também não basta sair atacando pizzas, pães e massas. Priorize os carboidratos de baixo índice glicêmico — geralmente presente em algumas frutas, legumes e verduras. Além de maior saciedade, eles evitam que haja um pico de glicemia no sangue, fato que deixa o metabolismo mais preguiçoso.

Siga a regra do processamento: quanto mais preparado, mais alto o índice glicêmico de um alimento. Uma cenoura crua, por exemplo, tem menos chances de promover um pico de glicemia do que a cenoura cozida; e esta, por sua vez, é melhor que o purê do legume.

3. É imprescindível variar o cardápio

Pode até parecer bem mais prático, mas seguir à risca o mesmo cardápio por muito tempo também não é nada vantajoso para a sua dieta. “Uma alimentação monótona empobrece a quantidade de vitaminas e minerais que você consome diariamente. A falta desses nutrientes pode aumentar o apetite e até desacelerar o metabolismo”, explica a nutricionista. Faça exames periódicos para o caso de você precisar de suplementação.

4. Hidrate-se

O consumo insuficiente de água prejudica o emagrecimento. “As pessoas questionam se tomar muita água aumenta a retenção. Eu sempre respondo que não, o que causa o edema é justamente o contrário. O sistema linfático, quando percebe que há pouca quantidade do líquido no organismo, tende a reter para não perder”, diz Camila.

E o que você toma enquanto treina não conta, viu? Esse volume nada mais é do que o que você está perdendo no suor.

5. Dê adeus ao dia do lixo

Dedicar um dia na semana — ou até o final de semana todo — para enfiar o pé na jaca quebra todo o processo metabólico ao qual seu organismo está tentando se acostumar. Para voltar ao normal, ele precisa de 3 a 4 dias de dieta. Tentar compensar também não é uma boa ideia: ficar sem jantar porque você almoçou uma macarronada, por exemplo, apenas fará com que a fome seja ainda maior dia seguinte.

6. Controle melhor seu tempo

Tente reservar um tempinho a mais para as refeições. “O nosso cérebro precisa de, no mínimo, 15 minutos para entender que estamos nos alimentando e começar a liberar os hormônios que garantem saciedade”, diz Camila.

Além disso, respeitar o período de 3 a 6 horas para comer é importante para você não ficar com muita fome e assim não exagerar no próximo prato.

Fonte: Metrópoles/ boaforma.abril/
Autor: Amanda Panteri

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