Vídeo. Concurso da Sedestmidh não é aplicado e candidatos deixam locais de prova revoltados

Ana Karolline Rodrigues

ana.rodrigues@grupojbr.com

As provas do concurso da Secretaria de Estado do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos (Sedestmidh) que deveriam ser aplicadas na manhã deste domingo (24) não foram entregues aos candidatos que aguardavam nas salas de prova. O concurso começaria às 8h, porém, na Universidade Paulista (Unip), somente depois de uma hora cadernos foram entregues a algumas salas apenas. Devido à confusão, muitos concorrentes deixaram os locais revoltados. A banca organizadora, Instituto Brasil de Educação, não deu nenhuma resposta para os concorrentes.

O concurso que seria realizado hoje oferecia vagas para cargos de nível superior e médio. Candidatos que aguardavam pelo certame na Unip informaram ao Jornal de Brasília que algumas salas receberam os malotes com os cadernos e outras não. Segundo Lucas Alves, 27 anos, que aguardava pelo concurso na universidade, a primeira informação passada aos candidatos foi que a prova atrasaria, mas que o tempo de 4h30 depois seria compensado normalmente. No entanto, muitos se revoltaram com o atraso de mais de uma hora e passaram a filmar o ocorrido para unir provas da situação. “Falaram que estavam esperando para começar todo mundo junto. Quando deu 9h, já tinha um pessoal com prova na mão mostrando nas janelas em outras salas e já consideramos que seria cancelada. Aí começaram a rasgar os saquinhos, pegar os celulares e filmar”, contou.

Para ele, o “canelamento” sem aviso prévio é uma bagunça. “A gente está estudando há um tempo, eu to estudando há três meses. Ainda gastei R$ 50 reais de Uber, porque moro em Taguatinga e me colocaram para o Plano Piloto. Acho uma falta de organização, uma bagunça”, disse.

Após a confusão, a única informação passada aos candidatos foi que “estavam aguardando informações de São Paulo para ver”.  ” Ninguém sabe [o que aconteceu]. Em um momento uma mulher veio aqui na sala e não se identificou, só disse para aguardarmos nas salas que estão esperando informações de São Paulo. Agora, estão saindo tirando foto da prova, para comprovar o que aconteceu”, contou. “O pessoal já viu gente saindo com prova, já avisaram que bateram na fiscal que segurava um malote, o coordenador do setor está preso na sala com segurança na porta com medo”, completou.

Segundo a candidata Paula Ramos, 30 anos, os próprios fiscais de prova não sabiam o que estava ocorrendo. “Eles estavam perdidos, coitados, não passavam informações para eles. Já tinha gente fazendo grupos para ir na delegacia denunciar”, contou.

Para ela, a situação é um grande descaso com o estudante. “Deu 9h e nada, aí o pessoal começou a filmar para juntar provas. Eu filmei e joguei nos grupos para divulgar. Tinha gente de outros estados que gastaram passagem e ficaram no prejuízo. No Ceub, na Upis também. Não sei o que aconteceu, nunca tinha visto isso”, afirmou.

Veja, abaixo, as imagens registradas no local:

O Jornal de Brasília tentou contato com a banca organizadora do concurso, mas não teve resposta.

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Fonte: jornaldebrasilia / odemocrata / noticiasdebrasilia / capitaldoentorno
Author: Ana Karolline Rodrigues

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