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Cidades

Witzel anuncia que ‘deve’ retomar as obras da Linha 4 do metrô até a Gávea


O governador Wilson Witzel (PSC) anunciou nesta quinta-feira que “deve” retomar as obras da Linha 4 do metrô até a Gávea. Há uma semana, Witzel afirmou que iria aterrar a estrutura escavada.

“Por conta dos erros do passado, o Ministério Público evidentemente está preocupado com o dinheiro que vai para essa empresa. De certa forma, é uma cautela. Já há um consenso, devemos prosseguir, devemos fazer a obra, devemos encontrar os recursos. Recursos que virão da justiça federal que foram objeto de desvio. Então, nada mais justo que eles sejam ali empregados, naquela localidade” .

O valor para fazer a extensão e terminar a estação, segundo ele, virá dos recursos apreendidos da Operação Lava Jato, que podem chegar a até R$ 1 bilhão.

“O doutor Marcelo Bretas disse que não sabe exatamente o valor, mas que pode ser de R$ 1 bilhão. O que existe hoje, R$ 300 milhões, seria de metade para a União e metade para o estado. Estamos conversando com os nossos senadores pra dar início a essas obras” explicou Witzel.

O pedido já chegou a Marcelo Bretas, e o assunto, segundo o governador, está sendo discutido com um procurador da Advogacia-Geral da União (AGU).

No último dia 5, Witzel atentou para o alto custo como justificativa para o aterramento.

“Eu fiz vários estudos na tentativa de concluir a obra. Infelizmente, o custo com aquela obra é de R$ 1 bilhão ou até mais. Nós não temos esse dinheiro”, justificou o governador.

Em nota, a Secretaria de Estado de Transportes esclareceu que a operação de aterramento deveria custar de R$ 20 milhões a R$ 40 milhões aos cofres públicos.

Também na manhã desta quinta, o Ministério Público do RJ afirmou que as obras inacabadas podem provocar desabamentos no bairro. Uma ação civil pública chegou a ser ajuizada na quarta-feira (11) pedindo a retomada dos trabalhos.

De acordo com a promotora Patrícia do Couto Villela, coordenadora do Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção (Gaecc), dois prédios da PUC e imóveis localizados na Rua Marquês de São Vicente podem correr risco de ruir por conta das obras inacabadas da Estação Gávea.

“Temos informações de que eventuais rupturas dessas obras e dessas instalações podem atingir dois prédios da PUC – o Gênesis e o Ajuizado – e também refletir na Marquês de São Vicente. Ainda não existem estudos técnicos detalhados que garantam a segurança desses imóveis”, explicou a promotora.

Diante do risco real de desabamento, o Ministério Público fez o pedido de anulação da ação, movida pelo próprio órgão, que impedia que o Governo do Estado voltasse a aplicar verbas na conclusão da Estação Gávea, sob responsabilidade da Concessionária Rio Barra, formada por empresas dos grupos Carioca, Odebrecht e Queiroz Galvão.

A Promotoria pediu o impedimento de novos repasses ao consórcio, uma vez que foram verificados verificados superfaturamentos na obra – em um primeiro momento, o Estado aplicar R$ 1,19 bilhão na obra. No entanto, segundo o MP e por meio de uma série de aditivos, mais de R$ 9 bilhões saíram dos cofres públicos.

“No Direito, existe o que chamamos de escola trágica – e acho que estamos diante de uma. Nesse caso, a vida deve prevalecer e o risco de desabamento precisa ser encerrado, o que só poderá acontecer por meio da conclusão da obra”, explicou a promotora.

Segundo ela, o trabalho de conclusão não poderá ultrapassar os R$ 705 milhões. As atividades serão acompanhadas por uma auditoria governamental extraordinária do Tribunal de Contas do Estado.

Após o evento, em entrevista coletiva, Witzel disse que já há um terreno em Gericinó, na Zona Oeste do Rio, e que um projeto está sendo feito para a construção de um novo presídio no estado.

“Vamos encontrar os recursos. Um presídio desse é estimado em R$ 40 milhões. É uma penitenciária que tem 25, 30 presos no máximo, de alta periculosidade, em regime disciplinar diferenciado”, explicou o governador.

O anúncio aconteceu depois da inauguração de uma vara criminal especializada em crime organizado pelo presidente do TJRJ, desembargador Cláudio de Mello Tavares. Rio é o oitavo estado a implantar uma vara criminal especializada em crime organizado.

A vara será formada por um juiz titular e dois auxiliares e começará “zerada”: só começará a receber os processos de lavagem de dinheiro e crimes praticados por organizações criminosas a partir de sua instalação. Os processos anteriores continuam a ser julgado nas varas criminais existentes.

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